Alzheimer x Demência Frontotemporal: os primeiros sinais
Quando pensamos em demência, a memória costuma ser o primeiro sintoma que vem à mente. Mas isso é verdade principalmente para a Doença de Alzheimer — na Demência Frontotemporal (DFT), a história costuma começar de um jeito bem diferente.
No Alzheimer, o primeiro sinal costuma ser a perda de memória para eventos recentes, que evolui de forma gradual e progressiva. É comum a família notar que a pessoa repete perguntas, esquece compromissos ou se perde em trajetos conhecidos.
Na DFT, a memória costuma estar relativamente preservada no início. O que chama atenção da família é uma mudança de comportamento ou de personalidade — desinibição, apatia, perda de empatia — ou uma dificuldade progressiva de linguagem, muitas vezes antes de qualquer esquecimento perceptível.
Essa diferença no ponto de partida é justamente o motivo pelo qual a DFT costuma ser confundida, inicialmente, com um quadro psiquiátrico — depressão, por exemplo — atrasando o diagnóstico correto. Uma avaliação neuropsicológica especializada é fundamental para reconhecer esse padrão o quanto antes.
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